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Quinta-Feira, 31 de Julho de 2025 às 14:59

Marcondes é indiciado por injúria racial após chamar segurança do Palmeiras de 'macaco velho'

O vice-prefeito de Rio Preto é acusado de injúria racial contra Adilson Antônio de Oliveira após uma discussão no final de uma partida do Campeonato Paulista, em fevereiro deste ano.

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Fábio Marcondes, vice-prefeito de Rio Preto, foi indiciado por injúria racial pela Polícia Civil nesta quinta-feira. Ele é acusado de chamar o segurança do Palmeiras, Adilson Antônio de Oliveira, de "macaco velho" durante uma discussão após uma partida entre Mirassol e o clube alviverde, no dia 23 de fevereiro deste ano.

Após mais de cinco meses de investigação, o inquérito concluído pelo delegado Renato Camacho utilizou artifícios da inteligência artificial, por meio do Centro de Inteligência Policial, para confirmar que o político realmente disse "macaco velho" e não "paca veia", como apontado por dois laudos elaborados pelo Instituto de Criminalística de São Paulo. O documento ao qual a CBN teve acesso revela a transcrição das falas feitas pela IA, que apontam que Marcondes disse "macaco velho" para o segurança, além de outros insultos como "lixo".

A fala racista, no entanto, foi contestada duas vezes pelo Instituto de Criminalística, primeiro em um laudo inicial e depois em um laudo complementar, solicitado pelo delegado responsável pelo caso. Além disso, outros dois laudos particulares, contratados pela Sociedade Esportiva Palmeiras, apontam que Marcondes, de fato, chamou Adilson de "macaco velho" durante a discussão.

Quando ouvido pela polícia, o político negou ter sido racista, mas não comentou sobre o uso das expressões "paca veia" ou "macaco velho".

O caso teve grande repercussão, tanto no esporte quanto na política. Após a gravação ser amplamente divulgada, Marcondes foi exonerado do cargo de secretário de Obras de Rio Preto e pediu licença do cargo de vice-prefeito, alegando motivos de saúde. Contudo, 20 dias depois, ele retornou ao cargo de vice-prefeito e foi reconduzido à Secretaria de Obras no final de maio.

A CBN entrou em contato com a defesa dos envolvidos. Euro Filho, advogado de Adilson Antônio de Oliveira, segurança do Palmeiras, disse estar aliviado com o novo passo da investigação, destacando o uso da inteligência artificial para transcrever as falas como um avanço. Já a defesa de Marcondes expressou extrema preocupação com o indiciamento, que se baseia em relatórios de inteligência artificial não homologados como meio pericial, substituindo laudos oficiais do Instituto de Criminalística que não confirmaram a acusação. Alega que o delegado, insatisfeito com os laudos, utilizou ferramentas não validadas, gerando insegurança jurídica. O caso agora segue para o Ministério Público.

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